A judicialização da política e a politização do judiciário
O Brasil constituiu uma cultura, a partir do desejo das oligarquias patriarcais nos Estados, de transformar seus filhos em doutores. Advogados, médicos e engenheiros. Os famosos sabe com quem está falando? Desses doutores, destacamos os advogados. Delegados, juízes, desembargadores, jornalistas, prefeitos, vereadores, deputados, fazedores de lei são alguns adjetivos do "sabe com quem está falando?" Foram eles que conduziram a formação da República brasileira. Eles extenderam os domínios e interesses privados de suas famílias para o Estado. As leis e as instituições têm um dedo dos bacharéis em direito, pois a mão é das velhas oligarquias.
O modus operandi é uma expressão em latim que significa “modo de operação”, na tradução literal para a língua portuguesa. Esta expressão determina a maneira que determinada pessoa ou organização utiliza para trabalhar ou agir, ou seja, as suas rotinas e os seus processos de realização.
“Grupos paramilitares”, “polícia paga” e “poder paralelo” são alguns dos termos utilizados para tentar descrever a atuação das milícias no Brasil. Hoje elas infiltram-se no Estado e aumentam cada vez mais sua influência a ponto de eleger um presidente da República. Sim. O presidente da República e seu clã são o braço político das milícias da zona Oeste do Rio.
Misture os dois modus operandi: milícias e o sabe com quem está falando e chegaremos ao atual cenário do poder no Brasil. Crivella e Bolsonaro tem um modus operandi que mistura leis e milícias. Ameaças e uso das leis a seus favores. É uma encruzilhada que retomou seu lugar na política brasileira e com força. O Homem da capa preta saiu das telas e ocupou o Planalto. Como escapar deste desastre?
Professor Alexandre Machado Rosa
O despreparo intelectual das elites brasileiras O atual governo federal evidencia algo que era uma preocupação das elites econômicas brasileiras na virada do século XIX para o XX: o despreparo de suas frações de classe para fazer a gestão dos negócios públicos e do Estado. Preocupados na virada do século, fazendeiros enviaram seus filhos para a Inglaterra e França para que eles aprendessem as letras e as ciências na esperança de produzirem quadros capazes de compreender e administrar a "Coisa Pública", a República. Figuras como Rui Barbosa, José Bonifácio, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Barão do Rio Branco não nascem pelo simples desejo de ser, precisam ser preparados para tal. Ouvir Paulo Guedes falar é tão doloroso que desperta um misto de vergonha e raiva. Despreparado e arrogante, mostra o analfabetismo cego alguém que conduz o Brasil para um buraco ainda maior que o atual. A verdade é que o ódio deles pela esquerda É, na verdade, inveja de saber que os melhore...
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