Sempre professor de Educação Física
Quando menino, assim como milhões de crianças pelo Planeta, sonhava em ser jogador de futebol. Tentativas não faltaram. Nossos treinos eram nas ruas. Duas latas ou um par de pedras ou chinelos de borracha e lá estava o gol. Não havia árbitro. Futebol de rua é assim: pediu a falta, parou o jogo. Não vale dar pontapé. Um pontapé e pronto. Tá armada a confusão. Entre uma tampa do dedão e uma ralada, o saldo era sempre a alegria.
Quando fomos pra escola tinha um professor que era diferente dos outros. Era o professor de Educação Física. Alguns marcaram minha vida. Um deles, o professor Toninho. Sim. Antonio de Paula e Silva. Árbitro de futebol. Foi dele que nasceu meu desejo em ser professor de Educação Física. Me encantava com a ideia. Queria fazer a molecada praticar esporte. Para mim, não tinha nada mais estimulante: ver e praticar esporte. Depois veio a faculdade. Conheci professores incríveis. Tive aula até com a Norminha da seleção de basquete. Paulo Russo, ídolo do vôlei. Teve um tal de Lino Castellani que conheci de livros e que me orientou no mestrado. O Jocimar Daolio, o Marcelino Carvalho. A Educação Física tomou conta da minha vida. Hoje, sou professor de Educação Física. Meus alunos eu não sei o quanto gostam de mim. Mas ao menos faço sucesso quando chego. É um alvoroço danado. Arranco eles da sala de aula. E todos voltam a ser alegres novamente. Às vezes fico cansado. Mas logo passa. E a alegria me toma novamente. Sempre serei daqui pra frente: Professor de Educação Física.
Professor Alexandre Machado Rosa
O despreparo intelectual das elites brasileiras O atual governo federal evidencia algo que era uma preocupação das elites econômicas brasileiras na virada do século XIX para o XX: o despreparo de suas frações de classe para fazer a gestão dos negócios públicos e do Estado. Preocupados na virada do século, fazendeiros enviaram seus filhos para a Inglaterra e França para que eles aprendessem as letras e as ciências na esperança de produzirem quadros capazes de compreender e administrar a "Coisa Pública", a República. Figuras como Rui Barbosa, José Bonifácio, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Barão do Rio Branco não nascem pelo simples desejo de ser, precisam ser preparados para tal. Ouvir Paulo Guedes falar é tão doloroso que desperta um misto de vergonha e raiva. Despreparado e arrogante, mostra o analfabetismo cego alguém que conduz o Brasil para um buraco ainda maior que o atual. A verdade é que o ódio deles pela esquerda É, na verdade, inveja de saber que os melhore...
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