O dinheiro é meu Deus e nada me faltará
Desde os primórdios, a humanidade faz as seguintes indagações: de onde venho? Quem sou Eu? Pra onde iremos? Como surgiu tudo?
Tais perguntas deram origem à filosofia. Uma das respostas para tudo é a de que há um ser absoluto por trás de tudo: Deus.
Mas que é Deus? Feuerbach talvez tenha dado a resposta mais racional: "O pensamento é o produto da natureza e a religião é o reflexo fantástico da natureza humana: “Em teu Deus, tu reconheces o homem, e, no homem, tu reconheces também o teu Deus; as duas coisas são idênticas ’. Ou seja, Deus é a projeção da perfeição. Um Deus puro, a expressão do bem, do bom e do belo. Seria este o ideal de Deus. Logo, se Deus é a projeção de cada um, o Deus de Bolsonaro anda armado, é mentiroso e adora a morte mais que a vida. Com o surgimento da igreja, uma espécie de agência entre os homens e Deus, na qual era preciso a permissão dos sacerdotes para falar com o meu Deus. Logo surgiu o protesto. E Lutero conclamou todos a falarem com Deus sem intermediários. Nasceu o protestantismo.
Na atualidade, nasceu o neopentecostalismo. O Deus que eles cultuam é o dinheiro. Praticam o medo e pregam a ignorância. São mais materialistas que o materialismo. O Deus que eles projetam é o Deus que brota de dentro deles. Edir Macedo é um sujeito mau. O Deus que ele venera é o dinheiro e projeta isto em todos que dele se aproximam. Cuidado. Qual o Deus que habita você?
Professor Alexandre Machado Rosa
O despreparo intelectual das elites brasileiras O atual governo federal evidencia algo que era uma preocupação das elites econômicas brasileiras na virada do século XIX para o XX: o despreparo de suas frações de classe para fazer a gestão dos negócios públicos e do Estado. Preocupados na virada do século, fazendeiros enviaram seus filhos para a Inglaterra e França para que eles aprendessem as letras e as ciências na esperança de produzirem quadros capazes de compreender e administrar a "Coisa Pública", a República. Figuras como Rui Barbosa, José Bonifácio, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Barão do Rio Branco não nascem pelo simples desejo de ser, precisam ser preparados para tal. Ouvir Paulo Guedes falar é tão doloroso que desperta um misto de vergonha e raiva. Despreparado e arrogante, mostra o analfabetismo cego alguém que conduz o Brasil para um buraco ainda maior que o atual. A verdade é que o ódio deles pela esquerda É, na verdade, inveja de saber que os melhore...
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