O despertar no Rio de Janeiro
A cidade do Rio de Janeiro é a cidade mais paradoxal do Brasil. Recortada por morros, uma espécie de papel de parede, e tendo o mar como paisagem exuberante, que varia de cores ao longo do dia é a cidade que sempre me imaginei despertando do sono. O ritmo próprio, as moças bonitas em seus biquinis em uma marcha frenética e charmosa indo tomar a bênção das areias. O café quente na xícara aquecida no vapor. Os velhinhos em seus passos lentos vendo o sol aumentando a temperatura. As crianças com sono indo obrigatoriamente para a escola, as normalistas em suas saias chanfradas se misturam às luzes do sol que avisam que o dia só está começando. O Rio da literatura e da bossa nova de Tom Jobim na voz tranquila de Rosa Passos ilumina nossos corações. Mas a pobreza e a violência logo te acordam e a cidade maravilhosa retorna às páginas das crônicas de Machado de Assis. Rio 40 graus cidade maravilha da beleza e do caos!
Professor Alexandre Machado Rosa
O despreparo intelectual das elites brasileiras O atual governo federal evidencia algo que era uma preocupação das elites econômicas brasileiras na virada do século XIX para o XX: o despreparo de suas frações de classe para fazer a gestão dos negócios públicos e do Estado. Preocupados na virada do século, fazendeiros enviaram seus filhos para a Inglaterra e França para que eles aprendessem as letras e as ciências na esperança de produzirem quadros capazes de compreender e administrar a "Coisa Pública", a República. Figuras como Rui Barbosa, José Bonifácio, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Barão do Rio Branco não nascem pelo simples desejo de ser, precisam ser preparados para tal. Ouvir Paulo Guedes falar é tão doloroso que desperta um misto de vergonha e raiva. Despreparado e arrogante, mostra o analfabetismo cego alguém que conduz o Brasil para um buraco ainda maior que o atual. A verdade é que o ódio deles pela esquerda É, na verdade, inveja de saber que os melhore...
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