Brasil potência x Brasil da família
Aristóteles é considerado um pensador importante na história da filosofia. Entre as questões que ele refletiu está a problemática do movimento. O problema do movimento surge em Heráclito e Parmênides. O primeiro defende a transitoriedade e a mudança constante de todas as coisas. Já o segundo afirma a completa imobilidade e
imutabilidade do ser. Mas ambos, Heráclito e Parmênides, fundamentam suas teorias com argumentos válidos: nossas experiências no mundo nos mostram claramente que as coisas mudam no decorrer do tempo. Heráclito afirma que não podemos nos banhar duas vezes num mesmo rio. Parmênides rebate dizendo que nossa própria razão nos obriga a admitir que o ser existe e é imutável. Para ele, o que muda não é, e se não é, não existe, portanto, o ser é imóvel. Como essas posições são contraditórias nos deparamos com uma difícil questão: como os entes podem mudar e ao mesmo tempo ser?
O Brasil é promessa de potência. Mas o que é o Brasil? Temos potência para enfrentar epidemias e pandemias. Mas o atual governo afirma que o país é potência e portanto não precisamos fazer nada. Imobilismo. Inércia. Paralisação. Este é nosso atual cenário. MEC paralisado. Ministério da Saúde inerte. Economia estagnada. Desemprego em massa. Corona vírus deitando e rolando. Nosso dilema é Movimento X Inércia. Precisamos fazer a potência superar a inércia. Nietzsche tomando o conceito de Schopenhauer, diz que a vontade é cega e insaciável, uma força que estaria para além dos nossos sentidos. Façamos da vontade nossa potência de um Brasil vivo e grande.
Professor Alexandre Machado Rosa
O despreparo intelectual das elites brasileiras O atual governo federal evidencia algo que era uma preocupação das elites econômicas brasileiras na virada do século XIX para o XX: o despreparo de suas frações de classe para fazer a gestão dos negócios públicos e do Estado. Preocupados na virada do século, fazendeiros enviaram seus filhos para a Inglaterra e França para que eles aprendessem as letras e as ciências na esperança de produzirem quadros capazes de compreender e administrar a "Coisa Pública", a República. Figuras como Rui Barbosa, José Bonifácio, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Barão do Rio Branco não nascem pelo simples desejo de ser, precisam ser preparados para tal. Ouvir Paulo Guedes falar é tão doloroso que desperta um misto de vergonha e raiva. Despreparado e arrogante, mostra o analfabetismo cego alguém que conduz o Brasil para um buraco ainda maior que o atual. A verdade é que o ódio deles pela esquerda É, na verdade, inveja de saber que os melhore...
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